Vivian Maier, o Porto e eu


 Vivian Maier viveu entre (1926–2009) foi uma fotógrafa norte-americana, conhecida sobretudo pelas suas fotografias de rua. Durante a maior parte da sua vida, trabalhou como ama de crianças e manteve a sua fotografia em segredo. Autodidata, fotografava pessoas, crianças, ruas e momentos do quotidiano, principalmente em Chicago e Nova Iorque. O seu trabalho só ficou conhecido depois da sua morte, quando milhares de negativos foram descobertos numa caixa entre os seus pertences. Atualmente, Vivian Maier é considerada uma das mais importantes fotógrafas de rua do século XX.

Causa-me tristeza saber que tal como  Vivian, tantos há com diversos talentos  e nunca tiveram a sorte de mostrarem o seu trabalho. 

Longe de ser uma fotógrafa com este talento, revejo-me um pouco na vida desta grande e sensível mulher... e por essa razão decidi ir ao Porto visitar as sua exposição, fiquei fascinada e muito aprendi com a sua forma de olhar o mundo. 



A exposição “Vivian Maier – Antologia” esteve patente no Centro Português de Fotografia, no Porto, entre 27 de março e 30 de agosto de 2026. O mais curioso é que o edifício é uma antiga prisão,  Antiga Cadeia e Tribunal da Relação do Porto, no Largo do Amor de Perdição. Foi como se os "olhares" de Vivan que permaneceram tantos anos encarcerados viessem a publico ainda prisioneiros do seu olhar. 

Alguns olhares de Vivan Maier






Alguns olhares meus (com tlm) na exposição Antologia de Vivan Maier




Sendo o Porto é uma cidade magnifica e cheia de cultura,  ficou decidido que esta seria uma visita cultural e muito divertida,  sendo assim comecei por visitar  o Wondersense Museum, um museu imersivo dedicado aos cinco sentidos.  Ao longo de várias salas, pude  vivenciar diversas experiências interativas com luzes, sons, cheiros, sabores, texturas e ilusões que desafiavam  a minha percepção e os meus sentidos. 

Trata-se de um espaço original e divertido, pensado para todas as idades, onde mais do que observar, somos convidados a tocar, experimentar e descobrir. No Wondersense, o sexto sentido é  a capacidade de nos surpreendermos, e do B&W passamos á cor. 






















E num dia dedicado à cultura, não poderia ficar de fora a Fundação de Serralves, sendo uma das principais instituições culturais de Portugal, dedicada à arte contemporânea. Criada em 1989, reúne o Museu de Serralves, a Casa de Serralves e um grande parque, formando um espaço único de cultura, arquitetura e natureza. O museu apresentava na altura uma exposição de Frank Gehry, um dos arquitetos mais importantes e inovadores da arquitetura contemporânea. Conhecido pelas suas formas curvas, irregulares e aparentemente desconstruídas, Gehry procura criar edifícios que sejam também verdadeiras obras de arte. A exposição apresentou parte do seu processo criativo, através de desenhos, maquetas e projetos, permitindo perceber como este transforma ideias e esboços em edifícios surpreendentes. Entre as suas obras mais conhecidas encontram-se o Museu Guggenheim de Bilbao e a Walt Disney Concert Hall, em Los Angeles.  



 Outra exposição bem interessante, Wrong Answers de Jenny Holzer, desconhecia totalmente e fiquei apreciadora da sua arte. Jenny Holzer é uma artista norte-americana que utiliza as palavras como principal matéria da sua arte. Nas suas obras, frases e mensagens aparecem em painéis luminosos, projeções, cartazes e outros suportes, abordando temas como o poder, a guerra, a política e a liberdade. Em Serralves, a exposição Wrong Answers apresentou algumas das suas obras mais marcantes, incluindo uma imagem de Donald Trump acompanhada por textos. A exposição mostra como a arte pode transformar palavras simples em mensagens fortes e provocar o visitante a pensar e questionar aquilo que vê.









Neste dia,  saí da rotina, cultivei-me, diverti-me e captei momentos. Quando cheguei a Lisboa a lua cheia recebia-me e a noite estava serena. Foi um dia magnifico na cidade invicta. 









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